26/07/2018

A CARTA QUE VOCÊ NUNCA VAI LER


Querido... (Eu poderia começar colocando a inicial do seu nome, mas isso acabaria deixando tudo óbvio demais). Óbvio para você (mesmo que ao ler você se encontre em várias partes do texto), para as pessoas que acompanharam tudo e ainda mais para as que não simpatizam mais com você.

Foi em Janeiro que nos conhecemos (não me lembro o dia exatamente e acredito que você também não), mas posso dizer que te via como um amigo. Você era alguém que eu gostava de compartilhar minhas alegrias, conquistas e até medos. Um alguém que eu gostava muito de acordar e ver aquelas mensagens desejando "bom dia", perguntando se dormi bem ou até mesmo aquelas perguntas bem clichês de como foi o meu dia.

Não foi carência da minha parte. Na verdade, como disse antes, eu te via como um amigo. Alguém que tinha uma enorme importância no meu dia-a-dia.

Você se lembra do nosso primeiro encontro? Eu lembro. Não teria como esquecer. rs
Fomos naquele seu barzinho preferido (que agora é o meu também) e bebemos alguns drinks. Eu estava doente no dia e você, como sempre, super atencioso. Fizemos uma aposta com relação a vela da mesa e acabei perdendo. Teve uma parte bem engraçada. Apareceu uma barata quando estávamos lá (era verão, mesas externas e uma pessoa que morre de medo. Como não iria surgir uma amiguinha para me assustar? rs). Rimos bastante na hora que fui pagar a aposta.

Eu sempre fui carinhosa com as pessoas que gosto (seja amigo, crush ou familiares). Infelizmente você nunca soube compreender isso. Talvez por frustrações antigas não quisesse nada sério, mas vetava qualquer tipo de demonstração de afeto.
Chegamos a brigar por isso. Você sabe...

Nunca entendi o que se passava na sua cabeça, e tentar entender seria perder a minha sanidade. Você quis cortar totalmente nosso contato por um presente de páscoa. Eu fiquei chateada por sua interpretação errada. Conversamos e nos entendemos. As coisas voltaram a ser como eram antes.
Aliás, de certa forma, estavam bem melhores.

Por um tempo você foi tudo o que eu precisava e desejava. Extremamente presente e carinhoso. Eu gostava dos nossos momentos no sofá, jantares, risadas, conversas e até das brisas. Só parecia que tudo na sua companhia ficava mais legal. Será? Ou eu apenas estava tentando fazer com que tudo isso ficasse legal?

Não demorou muito para você fazer outra vez. Me machucou. Me machucou demais. E eu nunca fui de dar uma segunda chance para alguém. Aí você já percebe o quanto eu gostava de você, não é? Nunca imaginei que tudo fosse se repetir. Estávamos bem e você, do nada, se transformou em outra pessoa, virou alguém que eu não conheço mais.

Hoje cheguei no meu limite de fingir que tudo está bem. Cansei, de verdade, de tentar procurar o que você é em outro alguém. Ninguém é igual a você. E por mais que você não me faça bem igual antes, eu sinto a sua falta. Sinto saudades de chegar na janela da sala e ver seu carro partir, de te abraçar, ouvir a sua voz e até mesmo de ver você sorrir. Talvez só por hoje eu gostaria de voltar a ter nossos momentos no sofá, ouvir música, jantar junto e me sentir "única" quando estou com você. Pode ser que não seja eu falando. Acho que talvez seja apenas a minha TPM tentando assumir o controle.

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Um comentário:

  1. Que texto lindo, adorei as palavras!! Beijos :* wwww.blogdoce18.com

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