08/10/2018

SONHEI QUE VOCÊ ERA ASSIM


Naquele dia o interfone tocou e eu só conseguia pensar em uma coisa: "É ele!". Não havia possibilidade de ser outra pessoa. Ele era o único que tinha o meu novo endereço. 

Era dia 16/06, acho que umas 19:00 por aí, e estava muito frio. Depois do meu pequeno surto pensando antecipadamente se seria ou não ele, atendi e perguntei. Eu acertei! Era ele. Dei uma grande sorte de estar arrumada e maquiada. Eu tinha tido uma entrevista de emprego mais cedo e ainda estava toda princesinha.

Desci as escadas rapidamente. Acho que os vizinhos pensaram que fosse algum incêndio ou assalto. O salto da minha sandália (não muito alto) fazia um barulho que ecoava pelos corredores. Foram cinco andares descidos com muita pressa de vê-lo.

Quando cheguei no térreo, consegui me ver no espelho da entrada e chequei se realmente estava  bonita. "Uau! Estou uma gata". Pensei e soltei um sorriso
Fui caminhando até o portão e lá estava o dito. Todo arrumadinho, com flores em suas mãos e aquela mesma cara de bobo que ele faz toda vez que me vê.

Se ele não está apaixonado, não sei de mais nada então. 

Começamos a nossa troca de olhares, ele me elogiou e entregou as flores. Eu estava completamente tomada pela emoção de receber flores pela primeira vez. Ele era um perfeito gentleman e eu amava isso.

Subi novamente, agora para deixar as flores e de elevador, sem muito pressa. Eu já tinha o visto e não precisava de todo aquele alvoroço novamente.
Peguei o vaso mais lindo que achei no armário, coloquei água e as flores. Escolhi um lugar especial para deixá-las. Um lugar que eu as pudesse ver assim que saísse do quarto pela manhã.

Peguei minha bolsa, um casaco e desci. As nossas aventuras só estavam começando.

Entrei no carro como se já fosse meu, assim como o dono. Pegamos o endereço de um barzinho e fomos. Ele pegando na minha mão todas as vezes e a acariciando. Como não se apaixonar cada dia mais por este homem? Não tem como!!

O barzinho era todo a luz de velas e o ambiente transmitia um ar de romance. Eu consegui me sentir em um filme e cada vez mais apaixonada por ele (Se é que realmente era possível).
Pegamos uma mesa, não muito no canto, mas também não muito no centro. Não queríamos ninguém estragando o nosso momento.

Começamos a beber e, como sempre, a trocar olhares. Nunca entendi essa nossa troca de olhares tão intensa. Dizíamos coisas apenas com os olhares. Não necessitava de palavras.
E então dançamos, rimos, bebemos, nos divertimos, conversamos e nos beijamos. O tão esperado beijo que sempre parece o primeiro. Eu sinto o mesmo frio na barriga de todas as vezes, a mesma vontade de não parar de beijá-lo e de sentir a calma que sinto ao estar perto.

Tudo isso parecia mais um sonho bom, daqueles que acordamos sorrindo. Pior que era. Eu estava só sonhando. Acordei frustrada por ele não ser tão carinhoso e atencioso igual no sonho. Talvez eu só  tenha sonhado a forma que realmente gostaria que ele fosse comigo, mas que talvez nunca venha a ser. 

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